Top Tendências para o Retalho em 2016

Antecipar a concorrência é essencial para o sucesso da sua empresa. No entanto, em muitas indústrias, esta antecipação resume-se apenas a não ficar atrás, em vez de liderar o grupo. O retalho pode ser uma dessas indústrias – com tantos concorrentes diretos, algumas empresas não querem fugir às convenções querendo, simultaneamente, incorporar novas ideias. É um balanço delicado e há sempre novas tendências no horizonte.

Não é surpresa que as maiores tendências para 2016 estão relacionadas com tecnologia: seja a tentar tirar mais partido do software POS, incorporar Big Data nos planos da empresa ou só a certificar-se de que os clientes fazem compras mais rapidamente, a partir dos smartphones novinhos em folha.

Domínio dos smartphones

Cada vez mais consumidores têm smartphones e esse número não mostra sinais de abrandamento. As pessoas que possuem iPhones ou Androids raramente, ou nunca, saem de casa sem o telemóvel no bolso. Para muitos, é a primeira coisa em que pegam quando acordam e a última a ver quando se deitam à noite. Por isso, faz sentido que o comércio via smartphone seja um mercado com potencial de crescimento.

De acordo com a Forrester Research, o comércio via smartphone deverá crescer em cerca de 31 mil milhões de dólares, em 2016. É cada vez mais imperativo ter uma interface compatível com plataformas mobile, tornando possível o comércio através de telemóveis e tablets. Esse tipo de software pode aparecer na forma de aplicações ou de um website para mobile – em qualquer dos casos, necessita de se tornar acessível e fácil de usar.

Milenials

“Millenials” foi um dos tópicos quentes em 2015 e a tendência é continuar o seu reinado em 2016. Em vários mercados, os consumidores designados de “jovens adultos” são vistos como carteiras abertas, disponíveis para gastar em novos produtos.

Segundo Ricardo Rubi, associado na Simon-Kucher & Partners, os millenials “mostraram provas de que preferem investir em experiências em vez de objetos físicos”. Por essa razão, muitos retalhistas estão à procura de formas de converter a mensagem aos seus produtos.

Além disso, como grandes utilizadores de tecnologia, os millenials querem processos de compra facilitados, que possam usar em qualquer lugar – por isso, surge a necessidade de adotar omnicanais.

Omnicanais

É esperado que o e-commerce atinja os 327 mil milhões de dólares em 2016, de acordo com dados da Forrester. Contudo, é apenas parte do mercado. O palavrão “omnicanal” tornou-se numa espécie de palavra-chave, usado para descrever a integração de experiências de retalho físico e digital.

Não estamos a falar de nada virtual – embora essa realidade não esteja assim tão longe. Em vez disso, o omnicanal pretende implementar uma experiência fácil e semelhante, quer o cliente esteja a comprar na loja física ou a partir do website. Na verdade, trata-se de uma tentativa de fazer com que a experiência de compra se aproxime do consumidor.

Big Data

De acordo com um inquérito realizado pela Salesforce, o uso de Big Data, por parte do retalho, tem um aumento esperado de 58%, no próximo ano. O estudo aponta que o quádruplo das equipas dão uso a estatísticas de previsão. Para além disso, não existe escassez de Big Data disponível para análise – com o aumento das tecnologias, o aumento de dados aparece naturalmente.

Os sistemas de POS mais sofisticados e o software de CRM para grandes empresas tornaram mais fácil a adesão dos clientes a programas que lhes permitam manter informação acerca de acontecimentos no negócio. Tudo pode ser guardado no sistema desde mudanças de preços, até inventário ou registos de compras de clientes. Esta ênfase nos dados informativos torna as campanhas de marketing mais eficazes, acelera a gestão e pode melhorar a segurança, facilitando a deteção de fraude.

Redes Sociais como lojas

As redes sociais têm sido usadas como plataformas chave para estratégias de marketing – no entanto, muitas empresas irão usar o Twitter, Facebook, Instagram para vender bens físicos, em 2016. Em vez de apenas clicar no botão de “gosto”, os utilizadores vão poder clicar no botão de “compra”. É uma forma totalmente integrada de venda, desenhada para alcançar cada vez maior audiência.

A partir de onde é que toda a gente acede às redes sociais? Os smartphones, claro. Parece que todas as tendências para 2016 apontam para o aumento de compras, acelerando a rapidez e a facilidade, tudo graças à tecnologia.