API: o que é e para que serve?

A sigla significa Application Programming Interfaces (Interface de Programação de Aplicações, em português), e ainda que à priori lhe soe estranha, podemos começar por dizer-lhe que é uma espécie de herói (na versão feminina) dos tempos modernos. Apesar de passar despercebida, é uma presença assídua no nosso dia a dia, e está relacionada com o conceito de conectividade que “assaltou” o mundo em que vivemos.

A SIBS, dona do Multibanco e criadora do MB Way, define-a como “um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para a utilização das suas funcionalidades por aplicações que não pretendem envolver-se em detalhes da sua implementação, mas apenas usar os seus serviços”, mas nada como recorrermos a exemplos práticos para perceber efetivamente do que se trata.

 

As aplicações mais populares do mundo usam API´s

Sabia que empresas como a Uber, o Airbnb e a Open Table construíram as suas aplicações tendo por base o Google Maps? Mas não são as únicas. Já em 2015, o estudo da Fabernovel intitulado “GAFAnomics” mostrou que mais de metade dos unicórnios – empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares – utilizaram as infraestruturas dos GAFA (acrónimo para os nomes Google, Apple, Facebook e Amazon) para facilitar o seu lançamento e crescimento, o que vai precisamente ao encontro da definição de API avançada pela SIBS.

 

Agora que já conhece o herói desconhecido que tem o superpoder de conectá-lo com o mundo, e porque se calhar até está com a barriga a dar horas, pense que está num restaurante, com a ementa diante dos seus olhos, e que a cozinha é parte do sistema que dará vasão ao seu pedido. O que é que falta? O link crucial para comunicar esse mesmo pedido à cozinha e trazer o prato à sua mesa. É aqui que entra o empregado (API), que não é mais do que o mensageiro que recolhe o seu pedido, informa o sistema (neste caso, a cozinha) do que tem a  fazer, e, de seguida, lhe devolve a resposta (o mesmo é dizer, leva até si a refeição solicitada). 

 

Comprar voos online? Agradeça às API

Estamos em agosto e, por esta altura, estará certamente em contagem decrescente para as tão merecidas férias. Provavelmente, já comprou uma passagem aérea para um qualquer destino que planeia conhecer ou, mesmo que não o tenha feito, estará pelo menos familiarizado com o processo de pesquisa de voos online, onde pode escolher um destino e a data de partida, uma cidade e dia de regresso, a classe em que pretende viajar, e uma série de outras variáveis. Ao fazê-lo, está a interagir com o site da companhia aérea para aceder à base de dados respetiva, com o intuito de verificar se existem lugares disponíveis para as datas indicadas e avaliar o eventual custo, com base no conjunto de variáveis avançadas.

 

Mas, e se em vez de aceder diretamente ao site de uma qualquer companhia aérea, optar por pesquisar voos num agregador global como o Google Flights, a Momondo ou o Skyscanner, que incluem diferentes sistemas de pesquisa nos seus resultados? Neste caso específico, o que acontece é que o dito agregador interage com a API (interface) das várias companhias, no sentido de obter informação por parte dos seus sistemas e, assim que obtém a resposta, a entrega a si. Aqui e à semelhança do que aconteceu lá atrás, no restaurante, a API não é mais do que o mensageiro que recebe solicitações e informa o sistema do que você pretende saber/fazer e, de seguida, lhe devolve a resposta. Em última análise, é ela que torna possível pesquisar voos nestes agregadores.

O Drive FX também tem uma API


Tem uma loja online onde recebe encomendas e gostaria de automatizar a faturação, atualizar stocks e a informação dos produtos (preço, características) sempre que se justifica? O Drive FX tem integrações com várias lojas online via plugin, mas e se não for o caso da sua (e tiver uma loja online numa plataforma diferente), saiba que pode na mesma ter as suas encomendas e faturação integradas via API do Drive FX.
Faz a gestão dos vários armazéns e respetivos stocks da sua empresa num software próprio, precisa de emitir guias de transporte, mas esse mesmo software não responde a essa necessidade? Graças à API do Drive FX pode passar a fazer a emissão das guias automaticamente sempre que despacha uma encomenda.

Percebe agora como é que diferentes dispositivos e aplicações se conectam para possibilitar coisas tão simples que dá como garantidas no seu dia a dia? Sempre que pensar numa API,  lembre-se do empregado a andar de um lado para o outro entre aplicações, bases de dados e dispositivos, para entregar informação e possibilitar a conectividade que lhe coloca o mundo na ponta dos dedos.