5 opções de financiamento para o seu novo negócio

Começar um novo negócio assemelha-se mais a uma maratona do que uma corrida de 200 metros. E, tal como a preparação de uma maratona necessita de muitos treinos e cuidados prévios, de forma a assegurar que chegamos à meta, também numa empresa é preciso preparar previamente a forma de alcançar os objetivos pretendidos.  O financiamento é, para isso, um aspeto absolutamente crucial.

Não basta, portanto, conhecer todos os procedimentos da criação de uma empresa, saber como escolher a melhor equipa ou mesmo os segredos de uma fatura perfeita. É essencial que encontre uma solução viável de financiamento, sobretudo se não tem capitais próprios suficientes para concretizar a sua ideia de negócio.

Para que possa planear qual a melhor solução para a sua empresa, deixamos-lhe algumas das alternativas de financiamento mais comuns.

  1. Crédito bancário

Os empréstimos do banco são a opção mais disseminada quando se tratar de financiar uma empresa. Trata-se de contrair uma dívida junto da instituição bancária, que terá de ser paga na totalidade e com acréscimo de juros. Muitos bancos têm ofertas específicas para micro, pequenas e médias empresas, muito embora o crédito seja uma alternativa mais vantajosa para empresas com mais experiência.

Quando se trata de uma nova empresa, o risco é maior para as entidades bancárias, pelo que poderá encontrar condições de crédito bancário pouco atrativas (juros demasiados elevados e exigências elevadas de garantias pessoais). Caso não tenha garantias suficientes, poderá sempre recorrer a uma Sociedade de Garantia Mútua para que ela assuma as garantias financeiras (como se fosse uma fiadora).

  1. Linhas de Crédito

São linhas de financiamento bancário específicas, muito viradas para o curto prazo e sob condições mais favoráveis (muitas vezes por iniciativa de uma entidade pública em parceria com as instituições bancárias e com Sociedades de Garantia Mútua), que facilitam o acesso das microempresas e PME à banca.  Por norma, estas linhas permitem às empresas retirar fundos dentro de um plafond pré-acordado e, com isso, responder a necessidades pontuais de tesouraria. Mas também há linhas viradas para o apoio ao empreendedorismo, como a linha de crédito associada ao Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego do IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional.

  1. Capital de Risco

Lembra-se do formato “Shark Tank”, em que um conjunto de investidores fazem uma proposta de investimento a novas ideias de negócio?  Esta é, de forma muito resumida, a lógica do capital de risco. Muito associada ao financiamento de startups e novas empresas, esta modalidade de investimento é assegurada por investidores especializados, de acordo com o potencial de crescimento da empresa e o risco percebido. Em troca do financiamento, os investidores entram com uma participação minoritária nas empresas financiadas, por um intervalo específico de tempo – estando, por isso, dependentes dos resultados da empresa para obterem retorno do investimento. O volume de investimento e a quota de participação variam caso a caso, dependendo do potencial de negócio, do risco e da fase em que está a nova empresa.

Este investimento pode ser feito por investidores informais (Business Angels), que também prestam orientação e mentoria aos empreendedores, ou por entidades especializadas como as Sociedades de Capital de Risco ou Fundos de Capital de Risco.

  1. Microcrédito

Quer criar o seu próprio emprego, mas não consegue garantias suficientes para obter um crédito bancário? O microcrédito pode ser uma solução viável. Esta é uma forma de financiamento com um montante máximo de 15 mil euros (ou até 20 mil euros, caso se trate da linha MicroInvest), através da ANDC – Associação Nacional de Direto ao Crédito, que serve de intermediária junto das instituições bancárias associadas. O reembolso, incluindo uma taxa de juro bonificada deve ser feito em prestações mensais. Para se candidatar, precisar de estar atualmente desempregado ou com emprego precário, não ter incidentes bancários (como prestações em atraso) e apresentar uma ideia de negócio bem fundamentada.

  1. Crowdfunding

Antes de tentar um financiamento formal, porque não lançar uma campanha de angariação de fundos em crowdfunding (financiamento colaborativo) para o seu negócio? A forma mais simples de o fazer é registar-se numa plataforma online já existente de crowdfunding, estabelecer uma meta de financiamento e explicar, de forma apelativa, qual é a sua ideia de negócio e porque é que as pessoas devem investir nela. Não se esqueça também de definir recompensas por cada patamar de donativos (pode ser um mero agradecimento, merchandising ou a oferta do produto que vai produzir, por exemplo). Depois, basta partilhar a sua campanha com família, amigos e conhecidos, apostando também na divulgação nas redes sociais. Além de obter financiamento, esta é também uma ótima forma de testar o mercado para um novo produto. Em Portugal, uma das plataformas de crowdfunding mais relevante é a PPL.

Analise as condições das diferentes opções de financiamento e escolha a melhor opção para financiar o seu novo negócio, tendo em conta o montante que necessita, as contrapartidas, juros e barreiras de acesso.

No entanto, nem todas as áreas da sua empresa necessitam de um grande investimento inicial. Para assegurar a gestão operacional do seu novo negócio, um software de gestão na cloud permite-lhe aceder às ferramentas essenciais a um custo mais reduzido. Com o software Drive FX, garante um acesso online à sua faturação, compras, tesouraria e stocks, sem complicações nem fidelizações. Experimente grátis aqui.